BRASIL

03/02/2018 as 15:00

Operador da Lava Jato foragido é preso em Portugal

Polícias Federal e Judiciária prenderam Raul Schmidt na cidade de Sabugal, neste sábado (3).

Foto: (Reprodução/GLOBO).<?php echo $paginatitulo ?>

Apontado como um dos maiores operadores da Operação Lava Jato, Raul Schmidt foi preso, por volta das 12h30 deste sábado (3), na cidade de Sabugal, em Portugal. O luso-brasileiro foi preso pela Polícia Federal (PF) e também pela Polícia Judiciária. Agora, ele aguarda a extradição para o Brasil.

"(...) em trabalho conjunto de inteligência entre a Polícia Federal, Ministério Público Federal, Interpol, Adidância da Polícia Federal em Portugal e as autoridades portuguesas, ele foi localizado nesta tarde e preso", disse a PF em nota.

Schmidt é investigado pelo pagamento de propinas aos ex-diretores da Petrobras Renato de Souza Duque, Nestor Cerveró e Jorge Luiz Zelada - todos envolvidos no esquema de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa instalado na estatal.

Além de atuar como operador financeiro no pagamento de propinas aos agentes públicos da Petrobras, o luso-brasileiro também aparece como preposto de empresas internacionais na obtenção de contratos de exploração de plataformas da Petrobras.

Na 13ª Vara Federal da Justiça Federal, em Curitiba, são duas ações contra Schmidt. As duas estão paradas, aguardando o resultado do processo de extradição.

Extradição 

Schmidt recorreu, mas teve os recursos negados pela Justiça portuguesa. Em janeiro deste ano, autoridades brasileiras, então, conseguiram a extradição dele.

Até sexta-feira (2), porém, Schmidt não havia sido encontrado e era considerado foragido. 

Agora, de acordo com o procurador da Lava Jato, Diogo Castor de Mattos, a extradição foi decidida em última instância; não cabem mais recursos.

Por causa de um acordo entre Brasil e Portugal, Schmidt só será julgado por atos praticados antes de dezembro de 2011, quando conseguiu a nacionalidade portuguesa.

Primeira fase internacional da Lavajato. 

Schmidt havia já sido preso em Portugal, em março de 2016, na primeira fase internacional da Lava Jato. Na ocasião, as autoridades brasileiras entraram com um pedido de extradição, mas a Justiça portuguesa permitiu responder ao processo em liberdade.

Ele, que tem cidadania portuguesa, estava proibido de se ausentar do país sem autorização; o passaporte dele estava apreendido.

Antes da prisão, Schmidt estava foragido desde julho de 2015.

Ele morou em Londres, onde mantinha uma galeria de arte, mas, depois do início da Lava Jato, se mudou para Portugal em virtude da dupla nacionalidade. À época, ele foi preso em seu apartamento, localizado em uma região nobre de Lisboa.

 

 

 

 

 

Fonte: G1. 




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