CIÊNCIA E TECNOLOGIA

06/02/2018 as 12:00

Bonecas sexuais da 'nova geração' falam e tocam música para donos

Elas se tornaram remédio contra solidão

Foto: ( Fred Dufour/AFP).<?php echo $paginatitulo ?>

As bonecas sexuais da "nova geração" falam, tocam música e colocam para funcionar uma lava-louças se for pedido. Na China, com muito mais homens do que mulheres, uma empresa oferece mulheres feitas de silicone para solteiros e idosos que sofrem de solidão.

Os corpos nus das bonecas estão alinhados na oficina da empresa especializada Exdoll, localizada na cidade portuária de Dalian, no nordeste do país.

"Como você se chama?", pergunta o programador de jaleco branco a uma loira com camisola transparente.

"Me chamo Xiaodie, mas você pode me chamar de 'baby'", responde ela em mandarim com voz de robô.

A Exdoll se baseia nos progressos da inteligência artificial para criar bonecas capazes de se expressar. Seu objetivo é combater a solidão dos solteiros, idosos e deficientes.

Na China, o desequilíbrio entre homens e mulheres é enorme: 33,6 milhões a mais de homens do que mulheres em uma população de 1,4 bilhão de habitantes.

Isto se deve à chamada política do filho único que, entre os anos 1970 e 2015, proibia que a maior parte dos casais tivesse mais de um descendente.

Minissaia e silicone

A preferência pelos homens – que transmitem o sobrenome e quando adultos fornecem mão de obra à família – levava alguns casais a recorrer a abortos seletivos.

"A China tem uma escassez de mulheres. É um fator que alimenta a demanda de nossos produtos. Mas nossas bonecas não se limitam a propor sexo", explica à AFP Wu Xingliang, diretor de Marketing da Exdoll.

Sentado entre duas bonecas – uma com minissaia e outra com uniforme de aluna japonesa –, Wu está convencido de que a empresa para a qual trabalha pode resolver alguns problemas sociais.

As bonecas inteligentes "podem manter conversas profundas e ajudar com as tarefas domésticas. No futuro, inclusive, poderão prestar assistência médica", afirma.

Xiaodie está equipada com uma função Wi-Fi similar ao sistema Siri dos iPhones. Pode navegar pela internet, ser controlada via smartphone e responder às ordens vocais.

A moça virtual, que custa 25 mil iuanes (3,2 mil euros, 4 mil dólares), também liga e desliga eletrodomésticos conectados, como as lava-louças.

'Mais excitante'

A empresa, que emprega 120 pessoas, começou a desenvolver as bonecas-robôs em 2016 e sairão à venda nos próximos meses.

A Exdoll confia em melhorar seus modelos no futuro, acrescentando reconhecimento vocal, expressões faciais complexas e a capacidade de seguir o usuário visualmente.

"Queremos um robô com o rosto mais bonito possível e o corpo mais excitante possível", resume Qiao Wu, diretor de Desenvolvimento da empresa.

Segundo ele, as primeiras bonecas com inteligência artificial ultrarrealistas estarão disponíveis daqui a 10 anos.

 

 

 

 

 

Fonte: France Presse, com informações de G1. 






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