17/01/2018 as 15:02

Estudo científico atesta eficácia da PREP em 100%

Nessa semana, foi divulgado um estudo, realizado aqui mesmo no Brasil, em que foi constatada a eficácia da PREP em 100% dos casos estudados. Para quem não sabe, a PREP

LGBTI

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Por Ricardo Montalvão.
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Olá queridxs! Desculpem a demora, mas meus dias estão sufocantes. Final de ano letivo já é cansativo para os alunos, para os professores é quase mortal. Entre uma aula e outra, elaborar provas, corrigir atividades, ministrar workshop de dança contemporânea, e problemas com a internet, eis que consegui rotear meu pacote de dados no computador e aqui estou escrevendo para vocês. Bom, vamos ao que interessa!

Nessa semana, foi divulgado um estudo, realizado aqui mesmo no Brasil, em que foi constatada a eficácia da PREP em 100% dos casos estudados. Para quem não sabe, a PREP é uma terapia de pré-exposição a fim de prevenir a contração do vírus HIV. Já a PEP, é uma terapia pós-exposição, que é usada quando um indivíduo vivencia uma situação de risco de contração do vírus HIV, e passa a tomar um comprimido, diariamente, durante um período de 28 dias, sem parar, para evitar a infecção.

O estudo, batizado de “Combina!”, foi financiado pelo Departamento DST/AIDS, do Ministério da Saúde, além do CNPQ e a Unesco, tendo como pesquisador Alexandre Granjeiro da Universidade de São Paulo (USP), em que estudou 526 casos, espalhados em cinco cidades brasileiras, tendo sua maioria pacientes de homens que fazem sexo com outros homens, além de profissionais do sexo, travestis e transexuais.

Granjeiro afirmou que, durante a pesquisa, três infecções pelo o vírus HIV foram identificadas, só que os pacientes já aguardavam o resultado do exame, para aí, sim, começarem o tratamento. Ou seja, a descoberta foi feita antes dos pacientes fazerem parte dos estudos. Para o pesquisador, o resultado do estudo confirma a estratégia do uso de antirretrovirais como prevenção e reforça a necessidade da implantação da terapia PREP no Sistema Único de Saúde (SUS), haja vista, no Brasil, para ter acesso a esse tipo de prevenção, você precisa se dirigir às farmácias especializadas e adquirí-la.

O estudo afirma que a PREP é indicada para pessoas com maior probabilidade de contraírem o vírus HIV, ou seja, pessoas que têm parceiros variados e casais em que um dos dois é soro positivo. Mas para que todos possam fazer o tratamento sem pararem, ele precisa ser implantado no SUS e o estoque está sempre abastecido, pois a falta dos antirretrovirais faz com que muitos interrompam o tratamento preventivo, já que a terapia deve ser seguida por um longo período de tempo.

O grupo de risco que mais preocupa o pesquisador e sua equipe é o de profissionais do sexo, pois o não reabastecimento dos estoques, a não inclusão do método no SUS e até mesmo, os dias de funcionamento das farmácias podem complicar na manutenção do tratamento preventivo.

Sabemos que o estudo se resumiu a 526 pacientes, de cinco cidades brasileiras, o que isso significa uma parcela ínfima da população do nosso país, o que nos tenderá a pensar que se usado em uma escala bem maior, possa não ter um resultado de 100% de eficácia, mas não esqueçamos que, embora a pesquisa seja com uma quantidade quase que desconsiderada, já nos faz pensar que tanto a PREP, quanto a PEP, são opções reais, concretas e seguras na prevenção e combate à infecção pelo vírus HIV. Portanto, carxs leitorxs, isso nos leva a ter esperança no sucesso das pesquisas pela tal cura do HIV.

 




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