17/12/2017 as 15:32

Eu sou gay! Não sou doente, não preciso de cura!

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou que a nova decisão dá o direito de atendimento, a quem encara sua sexualidade como algo que gere sofrimento e angústia, ou como a Justiça Federal do DF nomeou “orientação sexual egodistônica”, e aos profissionais, o direito de desenvolverem estudos sobre o assunto.

LGBTI

LGBTI
Por Ricardo Montalvão.
<?php echo $paginatitulo ?>

 

Na última sexta, 15, finalmente, foi revogada a decisão judicial emitida em setembro passado que acabava com a resolução do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e permitia falsos tratamentos para o que foi chamada de a “cura gay”.

A Justiça Federal do Distrito Federal determinou que a nova decisão dá o direito de atendimento, a quem encara sua sexualidade como algo que gere sofrimento e angústia, ou como a Justiça Federal do DF nomeou “orientação sexual egodistônica”, e aos profissionais, o direito de desenvolverem estudos sobre o assunto.

Mesmo permitindo às pessoas que não conseguem viver em paz com sua sexualidade, a Justiça Federal do Distrito Federal deixa claro que fica, terminantemente, proibido fazer qualquer tipo de propaganda e/ou divulgação de supostos tratamentos, com intuito publicitário, ferindo, assim, a dignidade daqueles pacientes assistidos.

Com a nova decisão, a Justiça Federal do DF restitui na íntegra a resolução 1/1999 do CPF, no artigo N° 3, em que afirma que os psicólogos não podem, de maneira alguma, encarar comportamentos ou práticas homoeróticas como patologia, ou seja, como doença a ser tratada e curada. Assim como, não podem adotar medidas coercitivas que obriguem aos homossexuais passarem por tratamentos não solicitados. O CFP garante que terapias de reversão sexual NÃO tem qualquer embasamento científico, além de provocar violação dos Direitos Humanos.

 Ou seja, embora o Brasil tenha registrado um aumento significativo na procura pela falsa “cura gay”, de setembro para cá, a nova decisão garante, apenas, o direito a quem não aceita sua sexualidade e, portanto, vivencie um grande sofrimento devido à rejeição da sociedade brasileira à população LGBTQI, que advém, muitas vezes, da alienação e fundamentalismo religioso familiar, que possa procurar atendimento. Mas que fique claro, o atendimento psicoterapêutico é para gerar a auto aceitação e, dessa forma, que a pessoa possa viver em paz consigo mesmo, percebendo que não há de errado em ser gay.

A Organização Mundial de Saúde retirou a homossexualidade da sua lista de patologias, desde 1990. No Brasil, a resolução é de 1999. Entretanto, a transexualidade permanece na lista patológica da OMS.

 

 




Tópicos Recentes