ECONOMIA

22/01/2018 as 17:15

5 bilionários brasileiros concentram mesma riqueza que metade mais pobre no país

Lista dos bilionários do Brasil ganhou 12 novos integrantes, aponta estudo da Oxfam

Foto: (G1).<?php echo $paginatitulo ?>

Cinco bilionários brasileiros concentram patrimônio equivalente à renda da metade mais pobre da população do Brasil, mostra um estudo divulgado nesta segunda-feira (22) pela organização não-governamental britânica Oxfam antes do Fórum Econômico Mundial, que ocorre em Davos, na Suíça, nesta semana.

A lista é encabeçada por Jorge Paulo Lemann, sócio do fundo 3G Capital, que possui participações nas empresas AB InBev (bebidas), Burger King (fast food) e Kraft Heinz (alimentos). Veja abaixo a lista:

1 - Jorge Paulo Lemann, 78 anos (3G Capital) - R$ 95,3 bilhões
2 - Joseph Safra, 78 anos (Banco Safra) - R$ 71,1 bilhões
3 - Marcel Herrmann Telles, 67 anos (3G Capital) - R$ 47,7 bilhões
4 - Carlos Alberto Sicupira, 69 anos (3G Capital) - R$ 40,7 bilhões
5 - Eduardo Saverin, 35 anos (Facebook) - R$ 29,3 bilhões


Para fazer seus levantamentos, a ONG de combate à pobreza usa dados sobre bilionários da revista "Forbes", e informações sobre a riqueza em escala global de relatórios do banco Credit Suisse.

 

12 novos bilionários

No ano em que o mundo teve um acréscimo recorde de bilionários --um a cada dois dias --, o Brasil ganhou 12 novos integrantes. O grupo passou de 31 para 43 integrantes em 2017.

O incremento ocorre devido à volta de pessoas que já fizeram parte do seleto grupo, mas perderam dinheiro nos últimos anos, em meio à crise econômica no Brasil.

Voltaram a ser bilionários executivos como Ana Maria Marcondes Penido Sant’Ana (acionista da CCR), João Alves de Queiroz Filho (Hypermarcas), Rubens Ometto Silveira Mello (Cosan), Lina Maria Aguiar e Lia Maria Aguiar (Bradesco) e Maurizio Billi (Eurofarma).

O patrimônio somado desses indivíduos cresceu 13% em 2017 e chegou a US$ 549 bilhões.

 

Ricos x pobres

O ano no Brasil foi marcado, de um lado, pela retomada da economia e por sucessivas altas na cotação das ações listadas na bolsa de valores brasileira. Por outro lado, o desemprego que, apesar de estar caindo, continua alto e atinge 12,7 milhões de trabalhadores.

Os mais ricos possuem mais ativos financeiros do que a média da população e se beneficiaram mais da maré positiva no mercado, diz Rafael Georges, coordenador de campanhas da Oxfam.

O Ibovespa, principal índice da bolsa paulista, acumulou valorização de quase 27% no ano passado.

O grupo do 1% reuniu no ano passado 44% da riqueza nacional, em linha com os anos anteriores.

 

Salário mínimo

Enquanto isso, encolheu a participação na renda nacional dos brasileiros que estão entre os 50% mais pobres. Passou de 2,7% para 2%.

"Com as pessoas se endividando, aquelas que têm alguma coisa para vender acabam vendendo para pagar dívida. Por isso, a retração na participação."

Para mostrar a distância entre o grupo no topo e o que está na base da escala econômica no Brasil, a Oxfam calculou que uma pessoa remunerada só com salário mínimo precisar trabalhar 19 anos se quiser acumular a quantia ganha em um mês por um integrante do grupo do 0,1% mais rico.

 

 

 

 

 

 

Fonte: G1.

 




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