MEIO AMBIENTE

15/01/2018 as 09:13

Aumento da temperatura dos oceanos está causando boom de tartarugas fêmeas

Pesquisa feita com um grupo de 200 mil tartarugas na Austrália, revelou que isso representa uma ameaça para a população do réptil em extinção.

(Foto: Skeeze/Creative Commons)<?php echo $paginatitulo ?>

Ao contrário dos humanos e da maioria dos mamíferos, o sexo da tartaruga-verde é definido pela temperatura do ambiente durante a incubação dos ovos.
Um estudo feito pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica da Universidade Estadual da Califórnia, em parceria com o Fundo Mundial para a Natureza da Austrália, releva que o aquecimento dos oceanos levou 99% dos novos filhotes da espécie a serem fêmeas. A temperatura do mar aumenta o calor da areia da praia, onde estão os ninhos da espécie.
A pesquisa, feita com um grupo de 200 mil tartarugas no norte da Grande Barreira de Corais, na Austrália, concluiu que isso representa uma ameaça para a população do réptil, já em extinção. Isso porque a tendência de que a maioria dos filhotes sejam do sexo feminino deve se manter nas próximas gerações da espécie. Com poucos filhotes machos, a reprodução dos animais fica em risco.
Especialistas agora se dedicam a tentar descobrir uma maneira de deixar essas áreas de ninhos de tartarugas-verde mais frias. Eles estão considerando fazer uma chuva artificial para diminuir a temperatura da areia e tentar aumentar o número de machos.
Eles também estão fazendo uma série de estudos para saber se é viável instalar barracas nas praias onde há desova de tartarugas para que a sombra evite o aquecimento da areia durante a incubação.
De acordo com os biólogos responsáveis pela pesquisa, a temperatura de 29,3º C é a ideal para que os ovos eclodidos sejam de fêmeas. Por outro lado, alguns graus abaixo de 29,3º C fazem com que todas as tartarugas marinhas sejam masculinas.
As tartarugas-verde desempenham um papel crucial em seu ecossistema. Elas roçam os gramados marinhos como um gado no pasto, e mantêm o ambiente em equilíbrio.
Elas geralmente são encontradas em águas costeiras com muita vegetação, ilhas ou baías. De acordo com o projeto Tamar, que faz ações para preservar a espécie no Brasil, a espécie faz desovas no país nas ilhas oceânicas de Trindade, na Reserva Biológica do Atol das Rocas e no Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha.

 

 

 

 

 

Fonte: G1




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