MEIO AMBIENTE

07/02/2018 as 09:01

Assassinatos de ativistas pelo direito à terra e meio ambiente crescem em 2017

Brasil, México e Colômbia estão entre países mais perigosos para manifestantes, afirma ONG

Foto: ( PETER PARKS / AFP).<?php echo $paginatitulo ?>

Mais de 120 ativistas que pediam proteção à terra, ao meio ambiente ou aos direitos trabalhistas foram mortos no ano passado, em um aumento de 50% se comparado a 2016, informou a organização Business & Human Rights Resource Centre (BHRRC), baseada em Londres. O grupo relatou que 388 ataques foram registrados contra manifestantes em 2017, incluindo agressões, ameaças e detenções arbitrárias, uma alta de 34% em relação ao ano anterior.

De acordo com a porta-voz da BHRRC, Ana Zbona, o aumento se deve em parte à maior atenção que esses eventos têm recebido no mundo todo, o que levou a uma alta da documentação de dados, e ao fato de os movimentos por direitos estarem sob muita pressão ultimamente.

— Estamos vendo ataques contra ativistas e liberdades civis crescerem ao redor do mundo — destacou Zbona.

Brasil, México, Colômbia, Honduras, Guatemala e Filipinas foram apontados como os países mais perigosos para pessoas que confrontam interesses de alguma corporação, somando 212 incidentes, revelou o relatório do BHRRC. As vítimas da repressão, incluindo as 127 mortes, eram ativistas, representantes de sindicato, líderes indígenas, jornalistas e advogados — a maioria envolvida em campanhas de direito à terra que se opunham a plantações, minas e complexos energéticos.

Mineração e agricultura continuaram a ser os setores mais afetados, mas ataques relacionados a projetos de energia renovável, como barragens ou campos de energia eólica, aumentaram rapidamente, por causa dos maiores investimentos em energia limpa, informou a organização.

Zbona afirmou que grandes companhias por vezes não estão cientes dos conflitos envolvendo empresas de sua cadeia de fornecedores, sem perceber que a cooperação com os ativistas traria um ganho mútuo.

— Companhias responsáveis devem ver os defensores dos direitos à terra e a sociedade civil como parceiros para identificar riscos e problemas em seus negócios — afirmou.

De acordo com o Frontline Defenders, outra organização que colhe dados sobre violência contra ativistas no mundo, ao menos 312 deles morreram em 2017, alta de 11% em relação a 2016.

 

 

 

 

 

Fonte: O Globo. 

 

 

 

 

 

 







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