MUNDO

04/02/2018 as 12:02

Mais de 20 corpos de imigrantes são encontrados perto do litoral da Espanha

Os imigrantes, todos de origem subsaariana, podem ter se afogado quando tentavam chegar ao litoral espanhol durante os últimos dias

Foto: ( STR / AFP).<?php echo $paginatitulo ?>

As autoridades da Espanha e do Marrocos recuperaram 20 corpos de imigrantes a menos de 10 quilômetros do litoral da cidade espanhola de Melilla, no norte da África, após serem avistados flutuando no mar por um navio de passageiros.

Os imigrantes, todos de origem subsaariana, podem ter se afogado quando tentavam chegar ao litoral espanhol de balsa durante os últimos dias. A região foi afetada por fortes temporais recentemente.

De acordo com fontes oficiais, os corpos foram localizados por passageiros de um barco da companhia Trasmediterránea que fazia a travessia entre Melilla e Almería, localizada no sul da Espanha.

A tripulação do barco notificou o Serviço de Salvamento Marítimo que ativou um protocolo de atuação, no qual também participou o Grupo Especial de Atividades Subaquáticas da Guarda Civil Espanhola (GEAS) e autoridades marroquinas.

Em 2017, a Espanha se consolidou como o terceiro ponto de entrada para os imigrantes clandestinos por mar na Europa, especialmente através do Mediterrâneo em embarcações precárias.

Estas chegadas quase triplicaram para 21.663 (8.162 em 2016), de acordo com a Organização Internacional para as Migrações (OIM), que relatou 223 mortes no ano passado (128 em 2016).

Em janeiro deste ano, a OIM registrou 1.279 chegadas na Espanha pela rota do Mediterrâneo e 28 mortos ou desaparecidos nas travessias sem contar esta última tragédia.

Sete imigrantes africanos morreram no dia 15 de janeiro quando tentavam chegar à ilha de Lanzarote, arquipélago das ilhas Canárias, em um barco precário do qual foram resgatados mais vinte pessoas.

A rota para as Canárias, a 100 km das costa africana no Oceano Atlântico, tem sido menos usada nos últimos anos, depois de ter sido uma das principais entradas da imigração ilegal até meados de 2016.

 

Fonte: Agência EFE, com informações do G1. 




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