POLÍTICA

13/01/2018 as 19:00

Exclusiva do Alô: o Senador Eduardo Amorim faz revelações!

Confira na íntegra a entrevista concedida ao Alô News!

Foto: (Alô News)<?php echo $paginatitulo ?>

A nossa entrevista exclusiva da semana é com o Senador da República Eduardo Amorim que nos recebeu na sede do partido PSDB em Aracaju.

 

Alô - Como tem sido a sua atuação no Senado Federal ?

 

Senador – Tem sido de muito trabalho. Agente tem ajudado a todos os municípios sergipanos. Conseguimos emendas para todo o estado. Claro que, às vezes, nem sempre conseguimos devido a alguns problemas de documentação de algum município, ou inadimplência.

 

Alô - O senhor teve alguma dificuldade para trazer recursos para Sergipe?

 

Senador – Ah, dificuldade sempre tem. Por exemplo, fizemos um “rapa tacho” com as cidades que tinham todas as documentações necessárias e projetos, dessa forma fica mais fácil de angariar e aprovar o repasse, fizemos muito isso o ano passado.

 

Alô – Como o senhor vê a saúde em nosso estado?

 

Senador – A saúde em Sergipe está em coma. Hoje Sergipe é um paciente que vive na UTI, assim como em outras áreas como segurança, ao trato com os servidores públicos, enfim, a saúde de Sergipe está em coma. Por exemplo hoje se a pessoa tiver um braço quebrado e uma perna quebrada, se a fratura for exposta ele pode fazer a cirurgia no mesmo dia, se a fratura não for exposta, às vezes, ele é mandado pra casa, e se o estado lembrar dele dois ou três meses depois ele é chamado pra fazer a cirurgia.... No meu tempo de faculdade isso nunca ocorria, se corrigia na hora, levava pro centro cirúrgico na hora... O que mudou? Foi a medicina? Claro que não, a medicina evoluiu, hoje o número de médicos é maior, o orçamento para a saúde aumentou... A diferença é que hoje a gestão é infinitamente pior... O grande culpado é a gestão estadual.

 

Um exemplo da má gestão é falta de um hospital do câncer, por que não temos? Por que o governo não quis fazer, pois não é prioridade. Pois tem dinheiro na conta, são mais de 90 milhões, pra construir e equipar.

 

Alô – Sobre política, se ouve falar nas redes sociais e nas rodas de conversa de que o senhor pode se candidatar ao governo do estado, é verdade? Pretende se candidatar ?

 

Senador – Coloquei meu nome a disposição! Estava preparado em 2014, e agora mais preparado do que nunca, mais amadurecido... Sei que os problemas aumentaram, aumentou a gravidade da situação do estado. Mas estou a disposição do meu partido.

 

Alô – Como anda o clima político em Brasília sobre a escolha do próximo presidente do Brasil, já tem algum nome?

 

Senador – O meu partido logo em breve deverá está divulgando o nome de Geraldo Alckmin, (presidente do PSDB) como pré-candidato, um homem preparado pra assumir a governança do país...

 

Alô - Sobre as Leis que estão sendo aprovadas em Brasília por sanção do presidente Temer?

 

É um momento difícil, o país vive um momento de muita instabilidade política, mas 2018 está aí. A população terá a oportunidade de escolher um novo comandante.

 

Alô – O senhor anuncia já na segunda quinzena de janeiro uma chapa definida para as eleições 2018?

 

Senador – Nós vamos anunciar no tempo certo, no final do diálogo, que pode ocorrer em breve, e espero que seja o quanto antes. Existem alguns nomes que podem ocupar espaços majoritários, como André Moura por exemplo. Mas meu nome está a disposição.

 

Alô – Clóvis Silveira tem afirmado na imprensa que o senador Valadares não será candidato ao bloco político comandado pelo senhor, caso o senhor ou André Moura for candidato ao senado, o que acha dessa afirmação?

 

Senador – Cada um diz o que quer dizer, joga como quer jogar, às vezes uns falam a verdade, outros mentem para conquistar. É a opinião dele. Não posso mandar no destino dele e nem ele no meu.

 

Alô – A decisão de chapa chega ainda em Janeiro ou Fevereiro?

 

Senador – Não sei dizer nem o dia nem a hora, é difícil prever isso, porque não depende só de mim.

 

Alô – Economicamente, o senador acha que é uma década perdida?

 

Senador – Com toda certeza, pra recuperar a nossa economia demorará em torno de 20 a 30 anos para pagar todo o endividamento público. Mas esse tempo pode ser reduzido de acordo com as ações que forem tomadas pelos próximos governantes.

 

Alô – O senhor conversa com todos os partidos políticos?

 

Senador – Não, não vou conversar com todos.

 

Alô – Grupo ligado a Jackson Barreto, conversa com alguém?

 

Senador – Alguns sim, agente tem conversado e intensificaremos as conversas.

 

Alô – O senhor foi derrotado pelo grupo de Jackson Barreto nas eleições de 2014, estamos indo para novas eleições em 2018, se fosse concorrer ao senado, gostaria de ter Jackson como adversário?

 

Senador – Eu nunca me considerei um derrotado, acho que derrotaram Sergipe, Sergipe foi enganado. Eu só não fui o escolhido, mas não fui derrotado.

 

Alô – Senador em 2014, em Dezembro daquele ano, o senhor recebeu um processo por abuso de poder pelo uso indevido da Rede ilha de comunicação movido pela justiça, esse processo ainda tramita?

 

Senador – Eu tenho minha consciência tranquila com relação a isso, eu fui duas vezes apenas para dar entrevistas, eu nunca interferi. Eu vou provar a minha inocência. Fui acusado injustamente. Esse processo tramita, mas como disse, estou tranquilo e vou provar que não usei o rádio pra me beneficiar.

 

Sobre o cenário político nacional o Senador acredita que chegou a hora da mudança "a política é um instrumento para se escolher o melhor condutor", a lição é de que o voto não tem preço, tem consequência. E de que a operação Lava Jato foi algo que expôs toda a podridão que estava escondida. E que se considera preparado para assumir o governo estadual agindo de forma íntegra.

 

Alô - Os jornais sergipanos publicaram que o senhor e o senador Valadares "enquadraram" o deputado federal André Moura (PSC), é verdade o que dizem?

 

Senador - Claro que não! Ninguém enquandrou ninguém. Isso não é verdade. "Uma mentira mentira repetida mil vezes, continua sendo uma mentira".

 

Alô - O senhor vai compor com as duas correntes políticas que antes dividiam o mesmo palanque e agora, antagonicamente, são adversárias - deputada Maria Mendonça (PP) e o prefeito Valmir de Francisquinho (PR)?

 

Senador - Eu sou amigo dos dois. E antes de qualquer relação política eu tenho uma amizade pelos dois.

 

Alô - Sobre essas reformas que já foram feitas e sobre as que podem acontecer como a reforma previdenciária, o que pensa?

 

Senador - Acredito que essas reformas são um prejuizo a longo prazo para o país e quem pagará a conta é o mais pobre, ao meu ver a reforma que deveria ser feita é a tributária, pois nós pagamos a maior taxa tributária do mundo, são em torno de 94 tipos de tributos. Ele é perverso. Quem menos ganha é quem paga mais imposto no país. Um sistema injusto.

 

 




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