POLÍTICA

17/01/2018 as 15:14

Exclusiva do Alô: Senador Elber Batalha joga as cartas na mesa!

O senador Élber Batalha fala sobre sua suplência, política e projetos, e traz suas opiniões sobre as reformas trabalhista e previdenciária, dentre outros. Confira na íntegra a entrevista.

Foto: (Alô News)<?php echo $paginatitulo ?>

Elber Batalha de Goes (73 anos) é advogado, defensor público e político brasileiro, filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB).

Seu primeiro cargo político foi como secretário de Estado de Esporte e Lazer de Sergipe no Governo de Valadares. Exerceu o mandato de vereador na cidade de Aracaju por 12 anos.

Nas eleições de 2010, foi eleito segundo-suplente ao Senado na chapa encabeçada por Antônio Carlos Valadares (PSB). Em novembro de 2017, assumiu o mandato após o afastamento do titular e o falecimento do primeiro-suplente, José Eduardo Dutra (PT). Confira abaixo a entrevista concedida a nossa equipe de reportagem.

 

 

Alô – O senhor presidiu uma sessão logo que chegou ao Senado Federal, como foi essa experiência?

 

Senador - A emoção é muito grande, não dá pra descrever a sensação de você presidir o Senado, na terceira ou quarta sessão, eu tive muita sorte. Trabalhei concedendo a palavra aos senadores, inscritos pela ordem do dia, e pedindo a colaboração de todos... Eu fui muito aplaudido por todos os senadores. Inclusive, consegui dar andamento a um requerimento de urgência de uma PEC do senador Antônio Valadares que estava em tramitação, a PEC dava a Defensoria Pública da União o direito de entrar com uma ação direta de inconstitucionalidade sem precisar ser um a um. A Defensoria estava entrando com 1800 ações para um pedido só. Então, agora com essa PEC, que vai ser aprovada, lá pro dia 04 ou 05 de Fevereiro ficará mais tranquilo o tramite. Já foi assinada e aprovada por todos os senadores, falta ir a pauta. Pois eu aproveitei o momento em que presidia a sessão para pedir aos senadores que assinassem essa PEC.

 

Alô – O senhor está como suplente, fica até quando na função?

 

Senador – Até Março, dia 26 ou 27, mas isso pode mudar caso o senador Antônio Carlos Valadares não retorne agora a sua função.

 

Alô – Tem algum projeto antes de terminar a suplência?

 

Senador – Tenho um projeto de lei para unificar os prazos na Justiça do Trabalho, na Justiça Eleitoral, nas pequenas causas, Justiça Penal, vou unificar, com fé em Deus. Já falei com meu assessor pra ele redigir, e com meu filho Elber que é advogado e também me assessora.

 

Alô – São 81 senadores, há muita demanda, como os interesses do nosso estado estão sendo observados?

 

Senador – Não só os interesses do sergipano, mas os interesses do Brasil. Estamos focados em ajudar nosso estado.

 

Alô – O ano passado o Senado economizou uma quantia expressiva com a redução de gastos internos, quanto o Senado economizou o ano passado?

 

Senador – Foram mais de 260 milhões economizados, pois o presidente do senado conseguiu cortar gastos e devolveu aos cofres públicos todo esse montante, eu até o parabenizei por esse ato.

 

Alô – Quais são as suas perspectivas para o ano de 2018?

 

Senador – Espero que seja de muita cautela, muito cuidado... Vamos pensar que esse país tem jeito, vamos usar a inteligência em busca de caminhos melhores para o povo de Sergipe. Isso é o que desejo para o povo sergipano.

 

Alô – Quanto a situação político-econômica do país e, especialmente do nosso estado, qual a sua visão?

 

Senador – Eu vejo com muita preocupação. A política de Sergipe é uma das piores de todos os tempos, você não vê credibilidade. Se conta a dedo políticos sérios. Isso no Brasil inteiro. O eleitor precisa ficar atento.

 

Alô – Os senadores tem feito alguma reflexão quanto aos momentos de denúncia, prisões e intervenções da Polícia Federal ?

 

Senador – Eu sou neófito pra dizer... Mas espero que a justiça prevaleça. Quero que acabe os privilégios, a impunidade, eles tem que responder processo sim. Tem que retirar o foro privilegiado dos senadores e de deputados federais. Porque é muito fácil se esconder atrás das leis pra não responder processo, isso tem que acabar!

 

Alô – Sobre as reformas da previdência e trabalhista, qual a sua opinião?

 

Senador – Eu sou a favor da reforma da previdência, mas vou votar contra, por decisão do meu partido. Acho que a reforma é necessária.

 

Alô – Se o senhor é a favor das reformas, seria também a favor de uma reforma política?

 

Senador – Essa é que sou mesmo a favor, nós temos que ter reformas neste país, não pode continuar como está.

 

Alô – Como senador, acharia bom perder todos os benefícios com uma reforma política?

 

Senador – Com a reforma não se perde benefícios, pelo contrário. O Brasil tem que fazer uma reforma para que beneficie quem tem direito, e não para quem já tem cargos elevados como eu. Sempre fui contra a pessoa se aposentar com o salário muito alto, pois o estado pode não ter condições para pagar (com relação aos parlamentares).

 

Alô – Com a reforma da Previdência Social, a tendência é de que as pessoas trabalhem mais e envelheçam trabalhando, isso é bom?

 

Senador – Eu acho que o trabalho dignifica o homem e infeliz do homem que não tem trabalho, um homem que se aposenta com 50 anos e não trabalha, vai viver pouco...

 

Alô – De acordo com o DIEESE, o salário-mínimo necessário para um cidadão viver dignamente, com o que elenca a Constituição Federal de 88, seria em média de 3.700,00 R$. O que o senhor acha?

 

Senador – O trabalhador tem que fazer por onde crescer. Se aumentamos o salário, isso vai acabar o Brasil, com os empresários e com os empregos... O salário aumentou pouco, é verdade, mas não teve inflação.

 

Alô - O que justifica então o aumento do valor do combustível?

 

Senador – Porque a política do petróleo passou a ser vinculado a política externa. E porque o PT quebrou a Brasil e colocou as riquezas para fora do país...

 

Alô – O senhor participou de duas comissões em 2017 como suplente, uma foi a comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo e a outra foi a comissão de Educação, Cultura e Esporte. O que foi decidido nessas duas comissões? Qual o relatório?

 

Senador – Dessas duas comissões eu participei muito pouco, minha participação foi mínima. Uma participação apenas por participar. Não fiz nenhum parecer, foram poucas as vezes que participei.

Alô – Com relação a política do nosso estado, quem o senhor acha que pode ser o próximo governador de Sergipe nessa próxima eleição e por quê?

 

Senador – Antônio Carlos Valadares, pelo homem que ele é, pela sua inteligência e pela experiência de vida. Acredito que ele é o candidato mais sério.

 

Alô – O senhor gostaria de governar o estado?

 

Senador – Quem é que não gostaria de governar na sua terra? Principalmente num momento como esse em que há escassez de honestidade e lealdade dos seus pares.

 

Alô – O seu partido apoia a candidatura de Antônio Carlos Valadares?

 

Senador – É o que mais o partido quer, e não é só o meu partido não, vários outros também apoiam Valadares. Até o fim de Março e início de Abril a campanha estará nas ruas.

 

Alô – Qual a sua opinião em relação ao Governo estadual comandado por Jackson?

 

Senador – Desastroso, governo desastroso. Apesar de gostar muito dele como pessoa, não soube administrar. O estado está falido, não tenho outro adjetivo. Tenho medo, tenho preocupação, do servidor, do aposentado que não tem previsão de receber seu dinheiro...

 

Alô – O senhor pretende permanecer na política após o fim da sua suplência?

 

Senador – Claro!

 

Alô - Qual a mensagem que o senhor deixa aos sergipanos para este ano de 2018?

 

Senador – Quero deixar uma mensagem de fé, esperança e que todos os eleitores do estado tenham o cuidado com seu voto nessa próxima eleição. Não vendam seus votos, evitem a corrupção, evitem receber dinheiro de compra de votos, não vendam sua consciência. Esta é minha mensagem para todos os eleitores de Sergipe e do Brasil.

 

Redação Alô News.




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