SAÚDE

30/01/2018 as 10:50

Entenda o que é síndrome do pânico e saiba identificar os seus sintomas

Sintomas como tremores,e sensação de descontrole podem ser indícios de que o indivíduo esteja tendo uma crise

Foto: (Johanna Ljungblom/mstockxpert).<?php echo $paginatitulo ?>

Transtorno que atinge 4% da população mundial, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a síndrome do pânico é caracterizada como um tipo de transtorno de ansiedade e suas crises podem ocorrer em momentos inesperados ou em algumas situações já definidas que fazem com que o indivíduo se sinta com medo ou desesperado.

O especialista em medicina comportamental pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e hipnoterapeuta Valdecy Carneiro explica que o transtorno pode se desenvolver em situações na qual o indivíduo se sente ansioso, fora de controle ou impotente para fazer algo, como em casos de acidentes e falecimentos ou, até mesmo, em circunstâncias em que o remeta a algo ruim ou extremamente desagradável, como o risco de morte, que acaba gerando o pânico.

“Isso acaba com a funcionalidade do indivíduo, muitas vezes de maneira global, impactando nos relacionamentos pessoais, desempenho profissional, além de o incapacitar para situações consideradas simples no cotidiano, como estar em um congestionamento, dormir sozinho ou pegar o metrô”, afirma Carneiro.

Apesar de não haver uma causa específica capaz de desencadear o transtorno, fatores genéticos e comportamentais, como estresse, temperamento forte e mudanças na forma como o cérebro reagem a determinadas situações podem indicar uma predisposição à condição.

Diagnóstico 

Por se tratar de reações muitas vezes inexplicáveis e inesperadas, o diagnóstico muitas vezes pode demorar a vir. 

Para identificar a síndrome, o especialista indica que o indivíduo perceba sua disfuncionalidade para situações consideradas simples de serem enfrentadas para a maioria das pessoas.

Os principais sintomas são: 

  • Sensação de despersonalização – quando se tem a impressão de ser estranho a si mesmo; 
  • Formigamentos; 
  • Arritmias; 
  • Dor ou desconforto no peito; 
  • Ansiedade; 
  • Medo de “enlouquecer”; 
  • Sentimentos de bloquei; 
  • Sensação de morte; 
  • Tremores; 
  • Sudorese excessiva; 
  • Falta de ar; 
  • Tontura. 

 “A pessoa também pode acabar desenvolvendo algumas fobias específicas que estão associadas a esses sintomas como medo de escuro, medo de lugares fechados, transporte público, sair à noite. Isso também acarreta a uma baixa autoestima e nos casos mais graves pode levar a ideações suicidas”, alerta o especialista.

Segundo Carneiro, quem sofre da síndrome do pânico também está sujeito a desenvolver outros transtornos como a depressão, que afeta 5,8% da população do Brasil, e a ansiedade, que atinge 9,3% dos brasileiros.

Tratamento

Carneiro recomenda que a pessoa com Síndrome do Pânico busque orientação terapêutica especializada, evitando a automedicação.  Atualmente existem muitos métodos que são utilizados para tratamento, como terapias cognitivas comportamentais, práticas respiratórias e meditativas e a hipnoterapia, método que utiliza a hipnose para o tratamento de transtornos diversos.

Um fator que contribui para um resultado ainda mais eficaz no tratamento da síndrome do pânico é o apoio de amigos e familiares. “É frequente pacientes não iniciarem ou abandonarem tratamentos por falta de alguém que os acompanhe. Muitas pessoas estão em um estágio no qual se veem incapacitadas para tarefas simples e saírem sozinhas, por isso a ajuda de conhecidos é tão importante”, considera o especialista.

 

 

 

 

 

Fonte: IG. 




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